Os processos criativos em comunicação

11 Junho , 2008 por agexportal3
Por Tárlis J. Schneider

A quebra de paradigma é a fórmula para ser um profissional criativo, disse o publicitário Diogo Peixoto, na lotada palestra sobre processos criativos para web (e para todas as outras mídias). No evento, realizado quarta-feira, 4 de junho, na Semana da Comunicação, Peixoto falou de processos criativos em varias áreas da comunicação.

Sair da “receita de bolo” aprendida na universidade é uma das maneiras de quebrar os modelos ou fórmulas profissionais de se trabalhar. “ O convencional é um meio e não fim”, disse, exemplificando que a criatividade está no trabalho diferenciado e não nos tradicionais métodos de execução de tarefas.

Sobre a criatividade, Peixoto frisou que se o profissional não der início à produção de determinado trabalho, ele não surge; se não surgir, não há produção do trabalho, o que ele definiu como sendo o “paradoxo da criatividade”.

A crítica, enfatizou, é uma ferramenta fundamental para o processo de criação. Ela acrescenta o detalhe que pode resolver problemas ou finalizar os trabalhos de um produto. A ruptura nos processos burocráticos pode ser considerada uma das fórmulas para que o processo criativo seja aceito dentro de instituições.

O publicitário não defende a produção com objetivos voltados a prêmios. Para que a metodologia criativa dê certo, Peixoto apontou que “precisamos ser apaixonados pelo processo da criação”, assim o profissional sempre estará em busca de melhorias para o trabalho, o que refletirá na produção final de um determinado projeto. Os prêmios, disse, vêm com o tempo.

Com relação ao local de trabalho, “precisamos sair do laboratório”, recomendou Peixoto para a platéia do mini-auditório do curso de Comunicação Social. Sair do laboratório significa buscar informações e novas fontes fora do local de trabalho. Muitas vezes, soluções de problemas podem surgir nas situações mais esdrúxulas, como em conversas com amigos numa mesa de bar ou cafezinho no intervalo do almoço, exemplificou.

Ao final do bate-papo com os alunos, Peixoto disse que, ao quebrar os modelos mentais sobre qualquer assunto, surge a criatividade. “A solução nunca vem de cara. Ela demora. Ela é conseqüência do processo”, disse o publicitário.

Semana da Comunicação encerra com Cafezinho

10 Junho , 2008 por agexportal3
Por Camila Vaz

A Semana da Comunicação, realizada na Unisinos de 2 a 6 de junho, trouxe para o seu último dia de atividades a equipe do programa Cafezinho/Rádio Pop Rock para um bate-papo com os alunos dos cursos de Relações Públicas, Publicidade/Propaganda e Jornalismo. O evento teve total aprovação e participação do público.

Como se fosse um programa ao vivo. Foi assim que o Cafezinho “foi ao ar” na Semana da Comunicação. Em meio a muita descontração e humor, os oito integrantes do programa da Pop Rock, rádio da ULBRA, relataram a história e o perfil do programa realizado há 11 anos.

Na verdade, o programa surgiu por acaso. “Foi num dia em que a gente estava conversando após o almoço e resolvemos ligar os microfones pra ver no que dava. Acabamos ficando uma hora no ar. O pessoal gostou e pediu para continuarmos no dia seguinte”, lembrou Mauro Borba, um dos radialistas.

O programa existe, disseram os colegas de Mauro, porque eles se dão bem e passam esse clima de descontração para os ouvintes. “E a gente ainda ganha para se divertir”, completou Adriano Domingues.

Um dos programas de maior audiência do rádio FM não tem nenhum planejamento ou pauta. A produção, que é do Ramiro Barcelos, reúne e-mails enviados pelos ouvintes e os assuntos são discutidos no ar, ao vivo.

Um dos atrativos – e considerado fator importante, segundo a equipe -, é a possibilidade de interação dos ouvintes, que participam diretamente através dos e-mails, messenger, Orkut e torpedos. Mauro Borba ressaltou a importância da tecnologia, que traz facilidades para a interação do público. “No início era somente o fax. Hoje temos a participação total dos ouvintes, e isso é fundamental”, disse.

O Cafezinho é um programa cotidiano, no qual os radialistas tentam falar sobre tudo um pouco. O humor foi inserido no programa aos poucos. A equipe procura debater assuntos polêmicos do dia-a-dia, com intenção de informar e botar algumas questões importantes a serem discutidas. Mas a principal intenção é deixar a pessoa mais leve durante o seu dia, e fazer rir. “É um programa bem humorado sem ser de humor”, ressaltou Eron Dalmolin.

O público alvo da Pop Rock é o público jovem, do segmento pré e universitário. Os conteúdos são trabalhados pensando nesse segmento, mas o Cafezinho atinge todas as faixas etárias e alcança o que eles chamam de “três gerações”: a neta, a mãe e a avó.

Um Cafezinho para comemorar 35 anos

10 Junho , 2008 por agexportal3
Por Milena Aliatti

Os integrantes do programa de rádio Cafezinho, da rádio Pop Rock, encerraram a Semana da Comunicação, no auditório Padre Werner, em São Leopoldo, na sexta-feira, 6. O evento integrou o programa das comemorações dos 35 anos do curso de Comunicação Social da Unisinos.

Mauro Borba contou aos alunos que o programa atinge elevados índices de audiência, tanto que, historicamente, foi um divisor de águas no FM gaúcho. A idéia do programa no formato de bate-papo e sem roteiro nasceu por acaso, com uma conversa no ar. “Foi assim que começamos e fazemos sucesso há mais de 11 anos”, disse.

Além de Mauro Borba, também estiveram presentes no Padre Werner os comunicadores Paulo Inchauspe, Eron Dalmolin, Adriano Domingues, Carlos Couto, Ramiro Ruschel e seus inseparáveis personagens. Dois integrantes do programa não puderam estar presentes, Arthur de Faria e Simone Cabral.

O produtor Ramiro Ruschel explicou que os e-mails e as mensagens de celular enviadas pelos ouvintes ajudam na realização do programa, já que não tem um roteiro. Segundo Ruschel, o parâmetro de sucesso é o retorno do ouvinte, que é expresso por uma média de 200 mensagens por dia.

Os integrantes do Cafezinho falaram sobre as mudanças mais recentes que aconteceram no programa. Uma delas foi a Máquina do Cafezinho, uma forma bem humorada de transmitir os jogos da dupla Gre-nal que acontecem em Porto Alegre. Uma das curiosidades relatadas por eles, é que muitas mulheres ouvem o programa de futebol por causa da abordagem diferenciada feita pelos repórteres. Ao finalizar o evento, o professor de Radiojornalismo, Sérgio Endler, e mediador do encontro, comentou a importância do bom-humor e do Cafezinho na história do rádio gaúcho.

Uma ferramenta útil na comunicação

10 Junho , 2008 por agexportal3
Por Débora da Silva

Pelo fato de o mercado de trabalho não conseguir absorver o número de formados todos os semestres, nas mais diversas áreas, ele acaba selecionando os mais “preparados”, aqueles que têm uma infinidade de cursos, soma experiência profissional e fala mais de um idioma.

Por essa razão, foi oferecido para os alunos do curso de Comunicação Social a oficina Photoshop, que aconteceu na Semana de Comunicação da Unisinos, entre os dias 2 a 6 de junho de 2008.

A oficina foi muito bem recebida pelos alunos, que mantiveram interesse durante toda a aula, com duração de 40 minutos.

Na oficina foi explicado como funciona cada ferramenta do programa de modo bem claro. Alguns alunos, que pela primeira vez tiveram contato com o software nesta oficina, compreenderam as explicações do professor.

O software Photoshop é, hoje, uns dos programas que contribui para a boa qualificação profissional. Quem atua na área da comunicação precisa dominar essa ferramenta.

Mídia mistifica o MST, diz assessora de imprensa

6 Junho , 2008 por agexportal3
Por Francielle dos Santos Silva

Há 26 anos almejando a reforma agrária, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) utiliza a assessoria de comunicação como instrumento de luta em favor da distribuição da terra. Embora o movimento recorra a diversos meios para divulgar e promover seus atos e evento, existe relutância da grande mídia em veicular as notícias produzidas pelo setor.

Em palestra realizada na Semana de Comunicação, na terça-feira, 3, na Unisinos, a jornalista Raquel Caziraghi, assessora de imprensa do movimento há três anos, comentou as dificuldades enfrentadas para desmitificar a idéia de que o MST é violento. À imprensa, lamentou, só interessam notícias a respeito de protestos e invasões feitas pelos assentados. “Geralmente são abordagens preconceituosas. Por isso, o MST conta com veículos alternativos, que não atingem um grande público, mas que pluralizam e aprofundam nossos assuntos”, declarou.

Atualmente, dois jornais, um destinado aos assentados e outro à sociedade, uma revista, via assinatura, e um site são os veículos que a assessoria de comunicação usa para divulgar as ações do grupo. Além disso, o movimento conta com seis rádios comunitárias, nas quais os próprios agricultores cuidam da programação.

Estudantes remeteram 42 perguntas aos representantes do MST, com questionamentos sobre as práticas do movimento até a procedência dos recursos para se manter. Agricultor assentado há mais de dez anos, Vicente Willes encarregou-se da maioria das respostas. Ele afirmou que o grupo vive com dificuldade, mas se mantém da comercialização de produtos agrícolas, de doações de entidades, parceiros nacionais e internacionais ligados às igrejas, e de projetos específicos para ações nos assentamentos.

Quanto às ocupações de fazendas, Willes explicou que o movimento considera essa ação como a melhor maneira de pressionar o governo para implantar a reforma agrária. “A ocupação de terra foi instrumento de luta do movimento desde o seu início. A Constituição brasileira garante o direito à terra, mas principalmente à vida. Não são ocupações violentas”, defendeu.

Indagado, Vicente confessou certa decepção com o governo Lula. Para ele, as mudanças previstas não ocorreram e a administração pública tem beneficiado apenas o agronegócio e os grandes produtores, deixando de lado a questão camponesa.

Em busca de aperfeiçoamento

6 Junho , 2008 por agexportal3
Por Lucemara Barcellos

Oficina de Corel Draw, com a publicitária Cristina Ely, lota laboratório de informática na quarta-feira, 4. A oficina integrou a programação dos 35 anos do curso de Comunicação Social da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Cristina apresentou ferramentas e algumas habilidades necessárias para trabalhar com o Corel Draw. A partir daí, ela desenvolveu, junto com os participantes, diversas técnicas, para que todos entendessem os procedimentos corretos de criação.

Também apresentou sites que podem ser acessados para pesquisar novas técnicas e modelos atualizados, não somente no Brasil como exterior. Como www.netfontes.com.br, este endereço permite escolher a fonte que melhor se adapta ao layout; www.vetorizar.com possibilita a visualização de formas para vetorizar as imagens e www.drawn.ca para baixar fotos de variados segmentos.

Cristina Ely é formada em Publicidade Propaganda há um ano, porém trabalha com Corel há oito anos, em estúdios fotográficos, em Organização Não-Governamental (ONG) e como autônoma. Entre seus trabalhos estão peças gráficas para Oscar Niemeyer.

Crescem pesquisas em Relações Públicas

6 Junho , 2008 por agexportal3
Por Ana Cristina Costa de Almeida

As pesquisas científicas em Relações Públicas crescem cada vez mais no Brasil, disse a professora Cláudia Peixoto de Moura, em palestra para alunos da Comunicação Social da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) realizada na terça-feira, 3 de junho.

A professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, convidada para a Semana da Comunicação da Unisinos, disse que os níveis de desenvolvimento de pesquisa são formados pela graduação e pós-graduação. A graduação é uma base da construção para o crescimento profissional. A pesquisa enfocando a profissão é valorizada pelo mercado, agregou.

Cláudia afirmou que o mestrado profissional não tem dado certo porque as Universidades não fornecem bolsas de estudo para essa etapa, enquanto o mestrado acadêmico dispõe de bolsa de estudos e garante a docência.

Existem no Brasil 34 instituições que oferecem mestrado e doutorado na área da Comunicação, quando, há 15 anos, só havia a USP – Universidade de São Paulo.

No Brasil existem quatro grupos de pesquisas envolvendo doutores e estudantes, que desenvolvem bons projetos: em Londrina, no Amazonas, principalmente sobre o meio ambiente, no Vale do Itajaí, sobre o turismo, indústria e cerâmica, e na PUC-RS, sobre mercado.

Exemplos de pesquisa mencionados: banco de teses e dissertações; bibliotecas das instituições de ensino; sites com trabalhos de conclusão completos e resumos, entidades da área e o Ibook, disponível no site da PUC, O livro traz a história das Relações Públicas.

Internet abre novas fronteiras da mobilidade

5 Junho , 2008 por agexportal3
Por Marcos Augusto Bocchi

 

Na era em que tudo se modifica, começa um novo mundo, o da mobilidade, que só é possível com a internet, disse a presidente executiva de Internet e Inovação do Grupo RBS, Sílvia de Jesus, ao abrir a Semana da Comunicação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), na segunda-feira, 2 de junho.

 

Está surgindo um novo paradigma, disse Sílvia. Dentre os vídeos apresentados pela palestrante aos alunos do curso de Comunicação Social, um deles mostrou menina de menos de dois anos de idade, que mal sabia falar, mas que já sabia manipular, com muita destreza, os comandos de um computador de mão.

 

A mobilidade trazida pela internet possibilita o acesso a informações em qualquer momento e qualquer hora, transmitindo dados em tempo real. Contribui para essa nova realidade a telefonia móvel, que tem, no Brasil, o quinto mercado do mundo, responsável por 34% do volume de telefones móveis existentes na América Latina.

 

Em oito anos, de 2000 a março de 2008, o número de pessoas que passaram a usar a internet cresceu em torno de 600%. Hoje, o Brasil tem 40 milhões de internautas.

 

Tudo o que se conhecia mudou, disse a palestrante. Essa nova realidade tem reflexos no campo da comunicação. O telespectador já não é mais um sujeito passivo, mas participativo, manifestando sua opinião, deixando sua crítica ou sugestão. “Agora nós somos os atores”, frisou Sílvia.

 

Nesse mundo sem limites que se descortina o cidadão deve observar cinco pontos para se inserir nas ofertas que as tecnologias de ponta proporcionam: ter atitude receptiva, mente aberta, flexibilidade multimídia, interatividade e abertura aos novos conhecimentos.